06/09/2013

Ônibus intermunicipal da Caraça tem princípio de incêndio

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Um ônibus da empresa Caraça teve um princípio de incêndio no motor quando passava pela comunidade de São José, em São Gonçalo do Rio Abaixo. O incidente deixou em pânico os passageiros. Não houve feridos. O veículo saiu da rodoviária de João Monlevade às 6h de ontem, com destino a Santa Bárbara e Barão de Cocais. Os passageiros tiveram que ser transferidos para outro ônibus e concluíram a viagem com cerca de 1h10min de atraso.
 
O incidente ocorreu por volta das 6h30. O motorista viu a fumaça saindo do motor e parou o ônibus em frente à Escola Municipal São José. Quando ele abriu a tampa do motor, uma grande quantidade de fumaça subiu rapidamente e tomou conta do corredor do veículo. Os passageiros entraram em pânico, com medo de ficarem presos dentro do veículo.
 
O funcionário da empresa pegou uma mangueira de água da escola e jogou água no motor, mas o vapor misturado à fumaça assustou ainda mais os 15 passageiros, que saíram do veículo. A Caraça foi comunicada do problema e mandou outro ônibus, também antigo, que chegou ao local às 7h35 – horário em que os passageiros deveriam estar chegando a Barão de Cocais. A viagem só foi concluída às 8h45.
 
Adelina Castro, 28 anos, funcionária da Copasa, é uma das passageiras que teve compromissos adiados por causa do incidente com o ônibus. Ela tinha reunião marcada no escritória da empresa às 8h e só chegou quase uma hora depois.
 
“Essa Caraça não tem nenhum respeito com seus passageiros. Eu posso falar porque utilizo do serviço há mais de um ano e sempre foi assim. É ônibus quebrando direito e nada é feito para melhorar. A Caraça cobra um preço absurdo pela passagem e não oferece o mínimo de segurança e conforto. Eu fico me perguntando para que servem os fiscais do DER [Departamento de Estradas de Rodagem] nessa região que não multam e não obrigam essa empresa a melhorar o serviço. Esses ônibus da Caraça são uma vergonha; é absurdo ela colocar esses carros para fazer essa linha”, reclamou, indignada.
 
Quem também ficou revoltado foi Euller Pereira, 24, estudante de engenharia ambiental e estagiário da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Santa Bárbara. “Em menos de 20 dias esses ônibus da Caraça já quebraram três vezes comigo aqui dentro”, lamentou o passageiro.
“Eles [a empresa] só colocam ônibus caindo aos pedaços para atender essa linha. E quando a gente liga para reclamar somos mal atendidos”, afirmou Euller Pereira.
 
Shirlei Taís Carolina Lucas, 26, funcionária de uma mineradora na região, também ficou revoltada e cobrou providências. “Essa empresa desrespeita seus clientes e as autoridades do DER, que são pagas por nós porque são funcionários do Estado para impedir atitudes como essas. A Caraça não oferece um serviço de qualidade e os ônibus não têm segurança. É uma pouca vergonha”, criticou ela.
 
Empresa diz que ocorreu apenas um ‘aquecimento’
 
A empresa Caraça garantiu, em nota enviada ao Diário, que não chegou a ocorrer um princípio de incêndio, mas apenas “aquecimento no motor”do ônibus que transportava 15 passageiros. “O que ocorreu foi o rompimento da correia da hélice do motor, que ocasionou aquecimento e vazamento de água produzindo contudo vapor quando em contato com o motor quente”, explicou a empresa.
 
Questionada sobre a idade da frota, a Caraça limitou-se a afirmar que seus ônibus atendem às normas legais. “Todos os veículos de nossa frota que realizam serviços na referida linha, estão em acordo com o regulamento do DER-MG, órgão estadual responsável por esta concessão, e são constantemente vistoriados por seu setor de fiscalização, possuindo portanto autorização legal para tráfego”, diz a nota.
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